terça-feira, 21 de junho de 2011

ESPETÁCULO SEVERA ROMANA - PARTE VI - CONCEPÇÃO DO FIGURINO

Descrição do Figurino

O figurino é naturalista, baseado na moda do começo do século XX. Será confeccionado todo em algodão cru, com cores do próprio algodão cru ou cores ocres, basicamente cores neutras para que a luz seja refletida nele, dando a temperatura do espetáculo sobre os personagens em cena. Os dois personagens masculinos terão fardas militares, uma de soldado e outra de cabo. Severa terá uma roupa de grávida usada, na época, por mulheres pobres. A vizinha terá três figurinos: uma roupa do dia-a-dia, outra de macumbeira e outra de gala. Joana Gadelha terá uma roupa de velha, própria do começo do século XX.













ESPETÁCULO SEVERA ROMANA - PARTE V - CONCEPÇÃO DO CENÁRIO






Descrição do Cenário

O cenário será construído todo de caibros, com casca, a fim de que tenhamos a tonalidade cinza, nas paredes. Eles serão arrumados de forma que lembre uma parede de taipa, mas não haverá enchimento. A proposta é termos as paredes de taipa totalmente vazadas e que o público perceba a ação também através das frestas. Teremos uma cozinha do lado esquerdo, uma sala no centro e um quarto no lado direito. A ambientação é o interior de uma casa simples e pobre, com objetos de cena como fogão, mesa, cadeiras e cama, compondo um cenário bastante naturalista.






























ESPETÁCULO SEVERA ROMANA - PARTE IV - PESQUISA DE REFERÊNCIAS

Uma historia famosa na sociedade paraense, que ocorreu mais de um século, reflete a moralidade daqueles tempos: no ano de 1900.

Severa Romana testemunha de fidelidade à vida conjugal, era filha de imigrantes italianos de origem humilde, pariu de sua terra, junto com seu marido à Belém do Grão-Pará em busca de uma vida melhor, para eles e garantir o futuro do filho que vira a nascer. Ao chegar conheceu a Senhora Joana Gadelha que lhes oferece um quartinho de seu humilde barraco para acomodar-lhes, e os mesmos pagassem um preço módico pelo aluguel. O barraco localizava-se entre os números 513 e 521, da Rua João Balbi, entre a Alcindo Cacela e 14 de Março, propriedade de sua comadre Joana Gadelha. O terreno atualmente é ocupado pelo Edifício Antônio Júnior. Aos 17 anos casou-se com um jovem, também de origem modesta, o soldado Pedro Cavalcante de Oliveira, do 15° Batalhão de Infantaria. Sua mãe era lavadeira, tendo como freguesas as alunas do Colégio Santo Antônio, dirigido pelas irmãs Dorotéias. Ao longo de sua infância e adolescência, Severa era transportadora dessa roupa e foi graças ao contato com as freiras que aprendeu a ler e escrever, norteada pelos ditames da fé católica. Uma de suas mestras foi Madre Estefânia Castro, falecida aos 97 anos de idade no ano de 1959. A religiosa é apontada como uma das principais responsáveis por ter transmitido a futura milagreira a importância da fidelidade, entre os deveres conjugais.
Após dois anos de casamento, Severa Romana engravida. Estava no sétimo mês de gestação, quando o marido a apresenta ao Cabo Antônio Ferreira dos Santos, que se encontrava em Belém tranferido do 35° Batalhão de Infantaria do Ceará. O casal decide ajudá-lo, fornecendo refeições e roupa lavada ao militar mediante módico pagamento.
Antonio Ferreira não tardou em ficar fascinado com a beleza da esposa de seu amigo. Na noite do dia 02 de julho de 1900, sabendo que o soldado Pedro ficaria de sentinela no quartel, o cabo seguiu para casa em que estava sendo hospedado sobre o pretexto de jantar mais cedo. Logo após servida a refeição, investiu contra Severa, tentando possuí-la à força. Diante da veemente recusa da jovem, o militar muniu-se de uma navalha e feriu-a mortalmente.
A notícia do crime espalhou-se rapidamente pela cidade, deixando os moradores estarrecidos como nunca antes. A vítima imediatamente passou a ser reverenciada pela população como “mártir da fidelidade matrimonial”.

ESPETÁCULO SEVERA ROMANA - PARTE III - PESQUISA DE REFERÊNCIAS





A notícia do crime

Os primeiros jornais a noticiarem o crime foram “A Província do Pará e A Folha do Norte”.
A Província do Pará foi um veículo-chave para consolidar o mito de Severa Romana. Na semana seguinte ao crime, o jornal foi o único a fazer uma ampla cobertura daquele brutal crime e, até então, incomparável assassinato. Os repórteres escreveram extensos artigos que mobilizaram a opinião pública, não deixando o caso passar despercebido. Entre os artigos estão:
“Uma fera fardada – A confissão do crime” ( pág. 03 – 03 de julho de 1900)
“Sátiro Assassino” (pág. 02 – 04 de julho de 1900)
“Heroína da honra” (domingo – 08 de julho de 1900
A Folha do Norte
“Assassinato Bárbaro” (pág. 02 – 03 de julho de 1900)
As microfilmagens desses jornais encontram-se na Biblioteca Artur Viana – Belém, Pará.


A imagem do mistério



Todo esse mito torna-se ainda mais instigante com o fato de que não existem fotos de Severa Romana. Mesmo na época de seu assassinato, o povo jamais teve a noção exata das feições de Severa. O retrato feminino colocado no cruzeiro sobre a lápide de Severa é o de uma decota carioca que alcançou uma graça junto à jovem milagreira. Em agradecimento, a fiel deixou na sepultura sua própria fotografia.

ESPETÁCULO SEVERA ROMANA - PARTE II - PESQUISA DE REFERÊNCIAS



Oração à Santíssima Trindade

Para alcançar a glorificação da mártir Severa Romana

Senhor, Deus uno e trino, que consagraste a união matrimonial, desde o principio, e por Cristo a elevastes á dignidade de Sacramento, alegrai Vossa Igreja com a glorificação de vossa serva e nossa Irmã SEVERA ROMANA, a qual não duvidou em testemunhar, até o sangue, sua fidelidade ao estado matrimonial, concedei-nos por sua intercessão, a graça (FAZ-SE O PEDIDO), que vos pedimos, por Jesus Cristo, vosso filho e Nosso Senhor, que convosco vive e reina na Unidade do Espírito Santo. Amém

ESPETÁCULO SEVERA ROMANA - PARTE I - PESQUISA DE REFERÊNCIAS


A Autópsia do cadáver de Severa Romana

Foram os médicos Stanislau de Vasconcelos e Mariano Aires de Sousa que fizeram a autópsia do cadáver de Severa Romana. Segundo o laudo, ela estava vestida de casaco, saia de chita ordinária e camisa de renda. O casaco apresentava-se rasgada na sua parte anterior, deixando o tórax coberto de sangue coagulado e tendo uma ferida ao lado direito. Da boca saia grande coagulo sanguíneo. No pescoço notava-se ferida externa, abrangendo toda região cervical anterior e laterais, estendendo-se do bordo direito do occipital à apófise mastóide ao lado oposto, e interessando todos os tecidos moles, deixando descoberta a coluna vertebral, na sua parte cervical. Após outros detalhes relativos aos ferimentos recebidos, o laudo concluiu dizendo que Severa Romana estava gerando um feto do sexo masculino, em completo estado de desenvolvimento. Assim, alem de matar a mãe, o cabo cometera, também, o infanticídio.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

OFICINAS DE TEATRO. NÃO PERCAM!


Temporada de Oficinas do Teatro do Ofício


Com dois anos de existência, finalmente o Teatro do Ofício abre oficinas para o público. Serão ofertadas oficinas de iniciação teatral, maquiagem, criação e manipulação de bonecos e também uma inédita oficina preparatória para o Processo Seletivo do Curso Técnico em Ator da Escola de Teatro da UFPA.

"Há muito tempo que nós somos cobrados para dar oficinas mas não tinhamos um espaço adequado. A parceria com o Espaço Cultural Atores em Cena e com a produtora Ana Khalil é que possibilita a realização de mais essa etapa na contribuição do Ofício com a cena artística de Belém", diz Carlos Henrique, cenógrafo, figurinista e coordenador das oficinas. "A oficina de Preparação para a prova da ETDUFPA surgiu a partir de uma demanda que surge todo início de ano por uma orientação, principalmente, na prova prática. Muitos candidatos querem fazer teatro na Escola e tem muita dificuldade em desenvolver suas idéias de forma cênica", completa Luiz Fernando Vaz.

O Teatro do Ofício é composto por atores e técnicos já experientes em diversos grupos da cidade. Estreou em 2008 com o espetáculo "Uma Flor para Linda Flora", peça do dramaturgo paraense Carlos Correia Santos e dirigida por Luiz Fernando Vaz. "Linda Flora" participou do Forum Social Mundial e do Festival Territórios de Teatro-3ª edição, além de cumprir diversas temporadas em Belém e no interior. O grupo realizou a primeira web-série paraense com a escrachada "Pensão dos Artistas Fudidos" e também publicou um vídeo tutorial chamado "10 dicas para um teste de ator" filmado com celular, ambos podem ser vistos no You Tube. Atualmente estão em processo de montagem com o espetáculo "Amadores", do tradutor e dramaturgo carioca Pedro Sette Câmara e mais uma peça do premiado Carlos Correia Santos. O grupo tem por principal característica a rotatitividade nas funções do espetáculo e a curiosidade constante por novas linguagens.

A temporada de oficinas inicia no dia 30 de janeiro com a mini-oficina da palhaça e maquiadora argentina Melany Darger, convidada pelo Teatro do Ofício. Todos os cursos dão direito a certificado.

Local: Espaço Cultural Atores em Cena (Av. Nazaré, 435, esquina com Benjamin Constant)
Inscrições: No local, de 10 às 12h e das 14 às 18h
Informações: (91)8117-5742/ 9154-9031
Twitter: @teatrodooficio
Blog: http://teatrodooficio.blogspot.com


Mini-oficina de Iniciação à Maquiagem Teatral
Resumo: Técnicas para a caracterização de diversos tipos de personagens. Inclui material para prática.
Ministrante: Melany Dager, do Grupo Palhestradas (Argentina)
Aula única no dia 30 de janeiro (domingo) das 14 às 18h
Vagas: 20
Investimento: R$50,00

Oficina de Iniciação Teatral - 2 turmas
Resumo: Os primeiros passos para quem quer conhecer e entrar no mundo das artes cênicas.
Ministrantes: Leonardo Cardoso e Luiz Fernando Vaz, do Teatro do Ofício
Aulas de 31/01 a 11/02 de 15 às 18h, às segundas, quartas e sextas.
Aulas de 12/02 a 27/02 de 15 às 18h, aos sábados e domingos
Carga horária: 18h
Vagas:15
Investimento: R$75,00

Oficina de Confecção e Manipulação de Bonecos
Resumo: Aprenda a confeccionar e dar vida a seus próprios bonecos de manipulação em técnicas diversas.
Ministrante: Marcelo Andrade, da Companhia Bric Brac e do Teatro do Ofício
Aulas de 01 a 12/02 de 15 às 18h. às terças, quintas e sábados
Carga horária: 18h
Vagas: 15
Investimento: R$75,00

Oficina de Preparação p/ a Processo Seletivo do Curso Técnico em Ator da ETDUFPA
Resumo: Orientação individual para a prova escrita e para a prova prática
Ministrante: Luiz Fernando Vaz, do Teatro do Ofício
Aulas nos dias 05 e 06/02 de 8 às 12h
Vagas: 15
Investimento: R$75,00